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Livros para ler nos clubes - catálogo

Inventar a liberdade

Sub título: Nietzsche, Rilke, Cézanne indicam caminhos num mundo sem referênciasO mundo de hoje já não sabe dar-nos referências. Devemos insistir em exigi-las? Ou poderemos construir referências próprias? Apoiando-se em filósofos como Nietzsche ou em grandes poetas ou artistas como Rilke, Cézanne ou Allen Ginsberg, Fabrice Midal mostra-nos qual poderá ser o caminho a seguir. Esse caminho não consiste em procurar consolações; é uma verdadeira aventura que deve afrontar a realidade. A liberdade é um risco: o de sermos, de amarmos de forma destemida e de inventarmos a nossa existência, independentemente dos percursos já conhecidos.

Ismael e Chopin

Uma amizade improvável entre um músico e um coelho. Ismael é um coelho bravo que vive no bosque. Dos seus 51 irmãos, foi ele o escolhido pelo pai, o respeitado Coelho Maltese, para ficar junto de si e aprender tudo o que ele tinha para ensinar: todos os segredos do bosque, todos os segredos do mundo. A Ismael, o pai aconselha-o, entre outras coisas, a ter cuidado com os homens, esses bichos inteligentes que escrevem a língua que falam. Mal sabe Coelho Maltese que a abertura ao mundo o levará a conhecer a música e, sobretudo, a figura memorável de um jovem músico chamado Chopin. O que poderá resultar de tão singular e tocante relacionamento?

Jane Eyre

Escrito por Charlotte Brontë e publicado pela primeira vez em 1847, este clássico da literatura inglesa combina, de uma forma magnífica, ingredientes da literatura gótica com paixão, mistério e suspense. Jane Eyre, órfã de pai e mãe, recebe uma educação severa, primeiro na casa da tia Reed, que detesta, e depois na escola Lowood. Esta infância solitária e infeliz fortalece-lhe o espírito e a independência, que serão postos à prova quando Jane se torna preceptora da jovem Adèle em Thornfield Hall. É aí que Jane e o Sr. Edward Rochester se apaixonam. No entanto, um segredo terrível separa-os, obrigando Jane a fazer uma escolha…

Jerusalém

Como as substâncias se separavam logo à partida, entre as que avançavam com a vontade própria e as que esperavam com a obediência estática (e nisso dividiam-se como alguns homens). Os sapatos eram a obediência pura, a escravidão mesquinha, enojavam-lhe naquele momento; a sabujice destes materiais em relação ao homem. Nenhum cão é tão sabujo como estas substâncias.Não há possibilidade de diálogo entre substâncias que nascem logo em campos opostos, em campos, não inimigos, que isso seria pensar na possibilidade de elevação do homem que agarra na arma para combater; ali, pelo contrário, o afastamento não era entre substâncias inimigas ou entre dois predadores que se preparam para combater por um pequeno território; tratava-se simplesmente de passividade absoluta de um lado, e do outro energia forte, que constrói ou destrói, mas que modifica sempre. Não somos uma coisa que espera, murmura Mylia, enquanto avança a passos fortes para a igreja.

Lisboa

Lisboa foi, durante a Segunda Guerra Mundial, o centro da espionagem e da intriga internacionais, e a única cidade europeia onde Aliados e potências do Eixo operavam à luz do dia e se vigiavam mutuamente. Era a Casablanca real, com todos os ingredientes de uma glamorosa intriga ficcional – manobras de bastidores, traições, um próspero mercado negro, romances tumultuados, espiões de ambos os lados da guerra, refugiados, banqueiros, diplomatas, elementos da realeza europeia exilada e da alta sociedade, escritores e artistas que se cruzavam nos hotéis e cafés do centro da cidade ou da idílica costa do Estoril. Sobre este cenário de filme noir dominam dois protagonistas – Salazar e a destreza política com que joga, no finíssimo fio da navalha, a neutralidade e a soberania portuguesas.«Uma crónica evocativa deste discreto recanto nos anos da Segunda Guerra Mundial. Deixando transparecer a amplitude do seu trabalho de investigação, Neill Lockery criou um relato extraordinariamente apelativo do papel que este pequeno país desempenhou no teatro dos acontecimentos.» Wall Street Journal Europe

Livro

Este livro elege como cenário a extraordinária saga da emigração portuguesa para França, contada através de uma galeria de personagens inesquecíveis e da escrita luminosa de José Luís Peixoto. Entre uma vila do interior de Portugal e Paris, entre a cultura popular e as mais altas referências da literatura universal, revelam-se os sinais de um passado que levou milhares de portugueses à procura de melhores condições e de um futuro com dupla nacionalidade. Avassalador e marcante,Livroexpõe a poderosa magnitude do sonho e a crueza, irónica, terna ou grotesca, da realidade. Através de histórias de vida, encontros e despedidas, os leitores de Livro são conduzidos a um final desconcertante onde se ultrapassam fronteiras da literatura.Livroconfirma José Luís Peixoto como um dos principais romancistas portugueses contemporâneos e, também, como um autor de crescente importância no panorama literário internacional.

Longe do meu coração

Joaquim não queria acreditar no que os seus olhos viam. Tinha saído a salto de Portugal, viajado apertado em camionetas de gado, andado quilómetros e quilómetros a pé, à chuva e à neve, quase tinha perdido a vida nos Pirenéus e agora estava ali. Na capital portuguesa em França. O sítio onde, todos lhe garantiam, podia enriquecer e concretizar os seus sonhos. Mas o que via era um bairro de lata. Sentia os pés enterrarem-se na lama. Olhava para as barracas miseráveis e para os fardos de palha que faziam as vezes de uma cama. Mas, Joaquim não estava disposto a baixar os braços. "Longe do meu Coração" retrata com mestria e realismo o quotidiano dos portugueses que partiram em busca de uma vida melhor, sonhando um dia regressar ricos à terra que os viu partir pobres. Para Joaquim, Portugal estava longe. Era ali, em França, na terra que lhe dava de comer, que queria vingar, que prometia, à força do seu trabalho, derrubar fronteiras e preconceitos. O plano estava traçado. Iria abrir uma empresa de construção, com o seu amigo Albano, enriquecer e, depois de ter casa montada com carro com emblema no capô, estacionado à porta, iria pedir a mão da sua Françoise, a professora de Francês que lhe abriu o mundo das letras e do amor. Mas, cedo Joaquim vai descobrir que há barreiras difíceis de ultrapassar.

Luna Clara e Apolo onze

Tudo se passa na Região de Desatino. Esta é a história de Luna Clara e Apolo Onze, mas é também a história de Doravante e Aventura, de Leuconíquio e Noctâmbulo, de Pilhério e Erudito, de Imprevisto e Poracaso, de coincidências e desencontros, de sorte e azar... Mas esta história pode ser também a sua história.

Madame Bovary

Foi a primeira novela de Gustave Flaubert e é considerada a sua obra de arte. A história é sobre a mulher de um médico Emma Bovary que tem relações de adultério e vivem para além dos seus meios para escapar às banalidades e vazio da vida de província.

Madame Bovary

Emma, nascida no seio de uma família da pequena burguesia, foi criada no campo e aprendeu a ver a vida através da literatura sentimental. Bonita e requintada para os padrões provincianos, casa-se com Charles, um médico de província tão apaixonado pela esposa quanto entediante. Nem mesmo o nascimento da filha dá alegria ao casamento, a que Emma se sente presa. Revoltada com a sua vida, Emma perseguirá os seus sonhos, com consequências trágicas.

Mais além depois do Evareste

Um testemunho de coragem e determinação de quem não quer desistirEm 1999, João Garcia tornou-se o primeiro e único português a atingir o mítico cume do Evereste. Esta subida bem sucedida foi, no entanto, dramática: o seu companheiro de subida, o belga Pascal Debrouwer, sofreu uma queda, já na descida, à qual não sobreviveu e João Garcia sofreu graves queimaduras por congelamento que levaram à amputação de alguns dedos das mãos e dos pés. No ano 2000, após algum tempo de recuperação, João Garcia decidiu testar a sua capacidade física e emocional para continuar a fazer aquilo que mais gosta: escalar montanhas.Depois de um regresso ao Evereste, para uma pequena homenagem ao seu companheiro falecido, um périplo pelas montanhas do Peru, Nepal, Paquistão e Antárctica provou-lhe que está apto para continuar. Deste périplo nasceu um novo livro, Mais Além, um testemunho da coragem e determinação de quem não quer desistir.

Maligna

Alice e Joe têm em comum a paixão pela arte - ela é pintora e ele é músico - e, em tempos, estiveram também unidos pelo amor que sentiam um pelo outro. As suas vidas seguiram diferentes rumos, mas o reencontro é inevitável. Joe tem agora uma nova namorada, Ginny, que provoca em Alice uma intensa perturbação. A beleza etérea e singular de Ginny repele-a, e o seu sinistro grupo de amigos atemoriza-a.Os hábitos estranhos da jovem deixam Alice suficientemente inquieta para levar a cabo uma investigação por conta própria. E o que descobre vai mudar tudo. Ginny tem em seu poder um velho diário que conta a trágica história de amor de Daniel Holmes e Rosemary Virginia Ashley, cujo poder de sedução não conhece limites. Só que Rosemary morreu há meio século… mas o seu magnetismo não está certamente extinto.À medida que as histórias se entrelaçam, passado e presente fundemse; Alice apercebe-se de que o seu ódio instintivo em relação à nova namorada de Joe pode não se dever apenas ao ciúme, já que algo em Ginny a arrasta irremediavelmente para um universo de insondável obsessão, vingança, sedução e sangue…
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